Programação

10/11 20h
Sexta-Feira

Centro Cultural Zapata

R. Riachuelo, 328 – Sé
São Paulo – SP

Entrada: R$ 10

Photon

Photon é um duo formado pelos pernambucanos Túlio Falcão e Henrique Correia, que explora fortes densidades texturais e sons ambientes, derivados de processos eletrônicos através da guitarra e por meio da síntese sonora. O duo apresentará uma performance com um diálogo entre improviso livre e construções harmônicas baseadas em distorções e achatamentos do espectro sonoro, com uma intensa ênfase na exploração de sons eletrônicos e de sons transientes na constituição timbrística das guitarras, através de técnicas expandidas.

Túlio Falcão iniciou como guitarrista e baixista de várias bandas recifenses de metal no final da década de 80. A partir de 2000, funda e participa de vários grupos e projetos da música experimental e de improvisação livre em Pernambuco, tais como Hrönir, Ahlev de Bossa e o Combo Recife de Improviso. Atualmente desenvolve trabalhos: solo (experimental – computador), Hrönir (experimental – computador), Realidade Encoberta (metal/hardcore – guitarra) e Camerata dos Pés Juntos (experimental – computador), além de realizar trabalhos com cinema, dança e vídeo.

Henrique Correia é guitarrista e compositor, e colabora com diversos artistas, incluindo trabalhos com vídeoarte e poesia. Dedica-se a pesquisas e performances envolvendo improviso livre, partituras gráficas e eletrônica ao vivo.

Em Extinção

Em Extinção é o projeto solo de Rayra Costa de música experimental eletrônica que transita entre os gêneros drone – doom – smooth – noise. Utiliza circuitos eletrônicos (no input), pedais de efeito, piezo e fontes naturais; trabalha com manipulação de feedback, com ênfase no uso de sons sustentados ou repetidos.

Rayra Costa compõe e pesquisa freqüências sonoras emitidas através de circuitos eletrônicos (no input) e fontes naturais manipulando o feedback do áudio resultante. Parte dessa pesquisa vem da influência diversas (grind, noise, doom metal, minimal, improvisação livre). Atualmente tem se apresentado em grupos de Improvisação Livre, no NucleoZonautonoma (Cia de teatro), Vacuum Inanis (projeto de performance), FARRAF (trio eletroacústico) e seu projeto solo. Atua também como ilustradora, designer, editora de vídeos experimentais, cenógrafa, iluminadora e em alguns momentos da vida como professora de arte.

RRayen

RRayen é o projeto solo de Maia Koenig, em que, a partir de instrumentos DIY, aparelhos eletrônicos obsoletos (como um console game boy de 1989), e um tracker LSDJ, busca colocar o ouvinte em um em um mar de sonoridades não convencionais.

Maia Koenig é artivista experimental que constrói seus próprios instrumentos. Autodidata, suas pesquisas envolvem eletrônica sonora, hardware kacking, novas tecnologias e programação de jogos. Maia também atua na distribuição de material de selos independentes. Em 2010 iniciou sua pesquisa ligada a reciclagem de jogos eletrônicos obsoletos e circuit bending. Além de se apresentar, ministra regularmente oficinas e seminários em diversos locais.

Volll

Voll é o projeto solo de Pablo Verón. Nele, sua atuação se concentra nas possibilidades da eletrônica através da síntese e de samplers.

Pablo Verón é compositor de música eletrônica, improvisador e baterista. Atua com desenho sonoro e composição para instalações audiovisuais, dança e cinema. Desde 2010 participa do grupo de improvisação Calato, com o qual lançou discos e participou de turnês na Argentina, no Uruguai e no Brasil. Seu primeiro trabalho solo, Nieves (2005, Natural Media) foi desenvolvido com samplers de “Des pas sur la neige”. Seu último trabalho solo se chama “Pororoca”.

11/11 19h
Sábado

Centro Cultural São Paulo

R. Vergueiro, 1000 – Paraíso
São Paulo – SP

Entrada gratuita

Cópula das Abelhas de ferro

Henrique Iwao, Natacha Maurer, Valério Fiel da Costa

O trio tocará uma peça estruturada por Valério Fiel da Costa, especialmente para a ocasião e formação.

Sons drônicos, gestos circulares, ferroadas sonoras, volutas e cascatas, explosões, mantras de ruído, asas batendo apressadas, etc. 3 sets, 3 criaturas drônicas em conflito direto, dançando, acasalando, ferindo-se. O roteiro rigorosamente planejado, depois espatifado e oferecido à cena para promover choques e eventos de baixa probabilidade a serem modelados em performance como inúmeros partos de mini deuses caídos. Uma cadeia de ímpetos regula o comportamento corporal de cada membro em seu set. Os corpos projetam sua condição libidinal. Feromônios sonoros.

Henrique Iwao trabalha com música experimental, composição, improvisação, arte sonora, performance e vídeo. Suas criações lidam com colagens e coleções, além da preocupação com a construção de desafios de performance e interpretação. Além disso, atua como improvisador desde 2003, desenvolvendo desde 2008 seu próprio instrumentário – uma tábua amplificada, sob a qual usa vários objetos cotidianos, em combinação com eletrônica e brinquedos. Discografia recente inclui Coleções Digitais (Seminal Records, 2017), MJ Extended (Selo Malware, 2017), Not As Official An Artist As Cildo Meireles (Seminal Records, 2016), Alvin Lucier’s Mor Moning Just Me A(Plataforma Records, 2016). Integra a Seminal Records; organiza o festival de música e performance BHNoise e a série de improvisação Quartas de Improviso.

Natacha Maurer interessa-se por diversas linguagens, como a música de ruído, a construção de instrumentos e a utilização de colagens sonoras em sua atuação. Integra, ao lado de Marcelo Muniz, a banda-duo “Brechó de Hostilidades Sonoras”, com o qual desenvolve diversos trabalhos que envolvem concepção de instrumentos manufaturados, alteração de circuitos de equipamentos eletroeletrônicos e experimentação. Desde 2015 realiza, ao lado de Renata Roman, a série Dissonantes, voltada ao incentivo e visibilidade de mulheres artistas na cena experimental. Atua como produtora no Ibrasotope desde 2010.

Valério Fiel da Costa é compositor, pesquisador e performer paraense; professor de composição e matérias teóricas da UFPB líder do grupo de pesquisa “Estudos em (des)territorialização da performance” idealizador, junto a Fabio Cavalcante, da iniciativa de criatividade sonora Artesanato Furioso (2000) e seu atual coordenador. Um dos idealizadores do Encontro Nacional de Criatividade Sonora – ENCUN (2003), tendo coordenado o evento em três ocasiões. Recentemente lançou pela Editora Prismas o livro “Morfologia da Obra Aberta: esboço de uma teoria da forma musical” (2016) e é o atual coordenador do Programa de Pós Graduação em Música da UFPB.

Camerata dos Pés Juntos: Bava Maestro Dell’Horror

Bava Maestro Dell’Horror é uma composição de Túlio Falcão, em homenagem ao diretor Mario Bava, construída a partir de notação gráfica. A sua execução é pautada na pelo acaso controlado, unindo sugestões sonoras visuais e textuais a samples extraídos dos filmes do cineasta.

Thelmo Cristovam é pesquisador independente em psicoacústica, músico / improvisador / ruidista, artista sonoro e radioasta. Além do campo sonoro, atualmente também pesquisa e trabalha com fotografia, vídeo e texto. Principal ponto de pesquisa atual inclui técnicas expandidas em instrumentos de sopro, manipulação em tempo real de mesa de mistura sem sinal de entrada, gravações de campo e instalações sonoras. Trabalha colaborativamente com poetas, fotógrafos, artistas, performers, cineastas, biólogos, etnomusicólogos e músicos de diferentes países do mundo.

Túlio Falcão iniciou como guitarrista e baixista de várias bandas recifenses de metal no final da década de 80. A partir de 2000, funda e participa de vários grupos e projetos da música experimental e de improvisação livre em Pernambuco, tais como Hrönir, Ahlev de Bossa e o Combo Recife de Improviso. Atualmente desenvolve trabalhos: solo (experimental – computador), Hrönir (experimental – computador), Realidade Encoberta (metal/hardcore – guitarra) e Camerata dos Pés Juntos (experimental – computador), além de realizar trabalhos com cinema, dança e vídeo.

Yuri Bruscky é artista sonoro, mestre em Mídias, Linguagens e Processos Sócio-Políticos pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE. Desenvolve pesquisa no campo do ruído, explorando interseções entre técnicas de composição eletroacústica, poesia sonora, instalações, projetos conceituais, paisagens sonoras e interfaces com outras áreas artísticas. Mantém, desde 2010, o selo / produtora de música experimental Estranhas Ocupações, através do qual lança discos, impressos e organiza apresentações. Participa dos grupos Camerata dos Pés Juntos e Duo Esconjuro.

Henrique Correia é guitarrista e compositor, e colabora com diversos artistas, incluindo trabalhos com vídeoarte e poesia. Dedica-se a pesquisas e performances envolvendo improviso livre, partituras gráficas e eletrônica ao vivo.

12/11 18h
Domingo

Centro Cultural São Paulo

R. Vergueiro, 1000 – Paraíso
São Paulo – SP

Entrada gratuita

FLZZ

FLZZ é o projeto solitário do baterista, improvisador, compositor Flávio Lazzarin, tocando bateria amplificada através de microfones de contato, um disparador de trilhas eletrônicas e dois pequenos amplificadores. Percorre caminhos saturados em baixa resolução, passeando entre beats imundos, paisagens industriais, ruídos radicais e aquele climinha das trilhas de horror. Com características audiovisuais, a performance nos leva à intensidade rítmica do baterista e o uso do improviso unido a partes eletrônicas ruidosas e densas, formando a caótica trilha sonora para as imagens transmitidas por uma pequena TV.

Flávio Lazzarin é baterista, improvisador, compositor da região do ABC Paulista, trabalha com projetos / bandas autorais e performance sonora desde 2002. Integra o Projetonave, com o qual lançou diversos álbuns e que é grupo residente do programa de tv ‘Manos e Minas’ da TV Cultura. Também integra o OtrisTrio, grupo de instrumental autoral. É responsável pelo micro selo independente ‘Zumbidor’, dedicado à improvisação livre e à música eletroacústica. Além da música, atua também como editor de imagens para capas dos discos e posters baseados em colagens, manipulação de fotos e ilustrações, além de edições de vídeos experimentais.

Calato

Programa
Fernando Manassero – Escala
Leonello Zambón – Interruptus: ensayos sobre el capitalismo inmaterial (extratos)
Federico Zypce – Tres miniaturas amorosas
Nicolás Varchausky – Actos de habla

Peças inéditas de autoria do próprio grupo

Em sua apresentação no FIME, serão apresentadas obras escritas especialmente para o grupo pelos compositores argentinos Fernando Manassero, Nicolas Varchausky, Leonello Zambón e Zypce; além disso, tocarão uma série de peças próprias novas que oscilam entre a escrita precisa, a improvisação guiada e o acaso, que leva a desestruturar novas direções.

Calato é um quarteto de improvisação e composição experimental de Buenos Aires, Argentina, que toca peças barulhentas para duas guitarras elétricas preparadas, sampler, um bateria e voz amplificada que faz todo tipo de coisas exceto cantar Mistura jazz, punk e barulho, explora as possibilidades de notação musical e pontuação gráfica em convergência com improvisação livre, escuta cuidadosa e interação explosiva. É formado por Javier Areal Vélez, Jorge Espinal (guitarras), Agustín Genoud (voz) e Pablo Verón (bateria / amostrador).

13/11 20h
Segunda

Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno

R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
São Paulo – SP

Entrada gratuita

Claudio Merlet (Chile) – Saltério Expandido

O artista sonoro Claudio Merlet apresenta a performance “Saltério Expandido”, centrada em um instrumento motorizado desenvolvido pelo próprio artista. O instrumento traz uma interface eletrônica, que se utiliza de programação digital, motores de corrente contínua e de seu próprio mecanismo para se conectar a um instrumento de corda acústico, permitindo diversas possibilidades estéticas e teóricas. A proposta habita o limite entre o acadêmico e o experimental, entre o elitista e o subterrâneo, entre ciência e arte, entre humano e a máquina.

Claudio Merlet é um artista sonoro e compositor que trabalha com tendências das novas tecnologias disponíveis, integrando os campos da ciência, arte e tradição na execução de uma nova concepção de expressão sonora. Seus estudos incluem engenharia de som, acústica e composição eletroacústica em Pure data e em Max / Msp, programação com Arduino e estudos em harmonia e percussão.

Areal Cabado (Argentina)

Duo argentino formado por Gabriela Areal (violoncelo) e Tomás Cabado (guitarra elétrica), ativo desde 2015. Em seu trabalho convergem de forma muito pessoal, silenciosa e sutil a interpretação, a composição, a improvisação e música experimental. A abordagem do duo propõe uma profunda reflexão sobre (e através) do som.

Gabriela Areal é violoncelista e compositora. Sua atividade musical se concentra em como som, espaço e pessoas se desenvolvem durante uma música. Na Argentina, como intérprete, se apresenta e grava com conjuntos locais, como o Conjunto de Música Contemporânea da Universidade Nacional de Artes, o Ensemble GEAM e o Música Experimental de Cámara.

Tomás Cabado é guitarrista e compositor. Em seus trabalhos mais recentes buscou ocultar as narrativas e processos, procurando uma sensação de estatismo ou repetição visando levar o espectador a estados ligeiramente diferentes no tempo. É diretor, compositor e intérprete no conjunto Música Experimental de Cámara. Como intérprete, participa da cena de música experimental, contemporânea e improvisada.de Buenos Aires, tocando como convidado em diversas formações.

14/11 20h
Terça-feira

Ibrasotope

R. Januário Miraglia, 43 – Vila Nova Conceição
São Paulo – SP

Entrada (opcional): valor sugerido R$10

Paulo Dantas: Arquipélago (Ás 20h e ás 22h)

Observação: cada sessão é limitada a 24 participantes, com ingressos distribuídos por ordem de chegada a partir da abertura da casa (uma hora antes da primeira sessão).

Os participantes devem trazer fones de ouvido.

Arquipélago é uma proposta de apresentação em público de trabalhos criados especificamente para fones de ouvidos, ou de trabalhos cujos conceitos seriam melhor transmitidos em uma situação de escuta tão imersiva quanto possível. A escuta em fones de ouvido é geralmente associada a uma experiência de isolamento. Contudo, com um dispositivo que é capaz de redistribuir um mesmo sinal estéreo para diversas saídas de fone, poderíamos realizar uma difusão de uma mesma obra musical, por exemplo, para diferentes ouvintes por meio de seus respectivos fones. Cria-se um paradoxo: teríamos um público em que todos os ouvintes estão presentes em um mesmo ambiente; porém, cada um destes mantém seu espaço privado de audição. Um arquipélago.

Paulo Dantas atua como professor, intérprete, técnico de som, compositor e improvisador desde 2003. Pertence(u) a inúmeros grupos ligados à pesquisa, experimentação e composição como o Nulltraces, AAA. SCHLAG! e Abstrai ensemble. Seus últimos álbuns solo, Cidade Arquipélago e 20160810_19:50:??_-22.920972,-43.238181, operam no campo da composição utilizando-se de gravações de campo.

Karø: xok (Ás 21h)
Ar y serpente: supressão:::::Louco rasga fogo [banker] / >veneno e derrame. A vida de vidro + nosso corpo água aberto porque não há perigo de cachorros, amor. Exit:  pommes de terre.

Carolina Botura é poeta, artista plástica e performer. Graduada em Pintura e Escultura pela Escola Guignard. – UEMG. Passou pela UFMG e andou pela UFOP. Co-idealizadora da Vespa* [via de experimento em performance e ação] e da Ex tRe Ma [residência artística e festival de punk metal noise e experimental]. Trabalha com colisão choque quebra morte natureza caos amor animalidade dinheiro. Cruza linguagens tendo a ação como disparadora de sua produção em desenho, pintura, instalação, escultura, vídeo, música, performance, gravura, cerâmica, dança e objetos.

15/11 20h
Quarta-feira

Trackers

R. Dom José de Barros, 337 – República
São Paulo – SP

Entrada R$ 10

Quasicrystal

Quasicrystal cria densidades ficcionais propagadas pelo som.

Sanannda Acácia trabalha com som e artes visuais. Produz usando de ferramentas como gravações de campo, apropriação e adulteração de materiais alheios, sintetizadores e instrumentos variados. Cria efeitos psicoacústicos e analogias visuais para ilustrar ambientes ficcionais inspirados em ciência e práticas mágickas. É membro integrante do selo Seminal Records.

Gabriela Mureb – Sem Título (máquina)

O motor é o que coloca uma máquina em funcionamento, é aquilo que a coloca em movimento. Ao utilizar esse motor fora das máquinas, ou seja, tirando-lhe a função, ele não está mais a serviço de nada a não ser de seu próprio funcionamento inútil. Ao ser ligado, seu combustível e sua energia são incessantemente desperdiçados. Com o ruído, a movimentação, a fumaça, o dispêndio de combustível, vai sendo criada uma atmosfera de tensão, incômodo. A insistência do ruído potencializa a experiência. Uma manifestação de intensidade e absurdo: ruidosa e improdutiva, mobilizadora dos corpos e afirmadora de um presente sem trégua.

Gabriela Mureb é artista visual. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. É doutoranda em Linguagens Visuais pela UFRJ e professora do curso de Artes Visuais da UFRJ. Participou em 2016 da exposição coletiva itinerante Quando o Tempo Aperta, curadoria de Raphael Fonseca premiada pelo Prêmio Marcantonio Vilaça 2015. Entre suas principais exposições estão as individuais Rrrrrrrrrrr, na Central Galeria (SP, 2017) e Corpos Dóceis, na galeria A Gentil Carioca (RJ, 2009) e as coletivas Aparição (curadoria de Fernanda Lopes na Caixa Cultural, RJ, 2015), Convite à Viagem (curadoria geral de Agnaldo Farias no Itaú Cultural, SP, em 2012 e Paço Imperial, RJ, em 2013) e Espelho Refletido – O Surrealismo e a Arte Contemporânea Brasileira (curadoria de Marcus Lontra Costa no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, RJ, 2012).

Alexandre Torres Porres & convidados – Cara, o quê?

Uma performance em estilo de karaokê com Alexandre Porres e convidados soltando bases de canções, cantando, tocando e interpretando 40 canções nacionais e internacionais, em homanagem à ocasião dos 40 anos de Alexandre Torres Porres. A apresentação contará com nomes do cenário da música experimental de São Paulo, participantes do FIME e, eventualmente e/ou provavelmente, membros da plateia.

Alexandre Torres Porres nasceu em 16 de novembro de 1977. Em 16 de novembro
de 2017 ele completa 40 anos de idade.

16/11 19h
Quinta-feira

Biblioteca Mário de Andrade

R. da Consolação, 94 – Consolação
São Paulo – SP

Entrada gratuita

Sylvia Hinz: Tristemente desconhecidas

Mulheres compositoras ainda são minoria. Seus trabalhos são desconhecido pelo público e também por outros artistas. Sua música quase nunca é ensinada em universidades e não é executadas por orquestras, ensembles ou solistas. Mulheres continuam não sendo encorajadas a compor, como não eram no passado. Seus trabalhos foram vistos como “diversões”, inferiores aos trabalhos de compositores do sexo masculino. Pode-se comprovar esse fato em fotografias: sempre que há uma conferência ou um festival , há vários caras caras apoiando outros caras – e uma mulher, no máximo. Isso tem que mudar. Agora. Há trabalhos incríveis de compositoras e quero apresentar uma parte disso nesse concerto.

Programa

Nicoleta Chatzopoulou: Distant Fields
Ana Lara: Ícaro
Michele Abondano: Lo Sutil y Lo Ausente
Violeta Dinescu: Gräser
Catherine Robson: Work [estreia mundial]
Sylvia Hinz: Windserie VIII

Sylvia Hinz é conhecida por seu estilo único de performance. É uma das principais flautistas da cena atual, especializada em música contemporânea e improvisação. Se apresenta com orquestras e em concertos solo. Seus interesses passam por combinações instrumentais incomuns e colaboração com outras artes. Sylvia também atua na produção de eventos relacionados à música contemporânea, promovendo colaborações internacionais com músicos, compositores e artistas em geral.

Meteoro: Nada

O trabalho nada consiste na interação do conteúdo de uma fita k7 tocada em um gravador portátil, que terá o seu som amplificado, com duas pedras de ímãs e um metrônomo analógico.

Um ímã fica em cima da fita enquanto ela toca, e o outro fica pendurado no metrônomo. O primeiro ímã gera a desmagnetização da fita k7, que vai perdendo o conteúdo, fazendo com que o som vá se tornando um ruído. Enquanto o segundo, em tensão com o primeiro, interfere no movimento do metrônomo, que às vezes corre normalmente e outras vezes pára de contar o tempo. Nesse processo, o som original da fita, o ruído e o metrônomo criam uma espécie de composição constante e impermanente ao mesmo tempo. “Nada em sânscrito significa som.”

meteoro é um coletivo de investigação e experimentação sonora, que produz, além de improvisos sonoros, pensamento acerca do som no espaço-tempo e em sua materialidade. Com investigações que variam da relação do som com o corpo, o vídeo, o espaço (a partir de instalações) e materialidades orgânicas e sutis, como pedras, imã, cerâmica, vidro e os astros. O grupo se iniciou a partir de uma proposta da curadora Beatriz Lemos, através do projeto Lastro em parceria com o Castelinho do Flamengo, de reunir mulheres que trabalham com arte sonora para produzir encontros de improvisos sonoros. meteoro surgiu em 2015, e é formado atualmente por anais-karenin, bella e juliana borzino.

17/11 21h
Sexta-feira

SESC Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro
São Paulo – SP

Inteira: R$20
Meia: R$10
Credencial Plena: R$6

ALTHIMA

ALTHIMA é um trio que trabalha com improvisação livre e traz em sua formação músicos com intensa atividade no cenário da música experimental e contemporânea de São Paulo. O mote do trabalho do grupo é apresentar improvisações em que a imersão de cada um dos participantes produza uma consistência relacional onde um fluxo sonoro intenso é produzido. O trio é composto por Alex Dias ao contrabaixo acústico, Marcio Gibson na bateria e Thiago Salas manipulando instrumentos eletrônicos baseados em rádios.

Alex Dias é bacharel em contrabaixo acústico e vem aprimorando seus conhecimentos com o professor Sérgio de Oliveira. Atua na cena paulistana tocando em casas e teatros da região, fazendo gravações, participando de recitais, aulas e festivais. Atualmente é contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Santo André e da Orquestra Sinfônica de Jundiaí. Como pesquisador, procura explorar as mais variadas formas da improvisação na música contemporânea.

Marcio Gibson é baterista e dedica-se à improvisação livre e ao free jazz. Em 2002 gravou seu primeiro álbum com Célio Barros e Emilio Mendonça, o ECM Trio, pela PMC (Produção de Música Contemporânea). Desde 2009 tem atuado no Circuito de Improvisação Livre tendo fundado este coletivo e desenvolvido séries de atividades junto ao grupo de músicos que atuam em São Paulo.

Thiago Salas tem atuação em música experimental e arte sonora, com realizações em diversos formatos: objetos, vídeos, instalações, etc. Realiza parcerias com artistas da dança, teatro, performance e arte visuais. Sua pesquisa está relacionada à construção de ambientes tecnologicamente preparados para interação entre o corpo e o som. Atualmente trabalha junto da dançarina Talita Florêncio no apt.lab – um espaço de criação que estuda a improvisação entre as linguagens, dança e música. É um dos articuladores do Circuito de Improvisação Livre.

Otomo Yoshihide

Atua desde a década de 1970, especialmente no campo da música improvisada, tendo desenvolvido um estilo musical bastante particular, que lida com ruídos, sons estáticos, instrumentos preparados e utilização de novas tecnologias. É um importante nome da música experimental no Japão. Sua atuação se dá como improvisador – tanto como guitarrista quanto com toca-discos e instrumentos eletrônicos – e como compositor.

Nascido em Yokohama em 1959, passou boa parte de sua adolescência em Fukushima, antes de mudar-se para Tóquio, no fim da década de 1970. A partir da década de 1990 sua atuação musical intensificou-se, especialmente junto ao grupo Ground Zero, junto a Hideki Kato, Masahiro Uemura e ocasionalmente a presença de músicos convidados, com quem realizou suas primeiras turnês internacionais. Nesta época também aumentou sua atuação enquanto compositor de trilhas sonoras (até o momento compôs mais de 70 trilhas para filmes). Neste período também desenvolveu atividades com a Double Unit Orchestra. Ao fim da década de 1990, com o término das atividades do Ground Zero, iniciou atividades com o duo eletrônico Filament, junto a Sachiko M, caracterizado por um interesse em sons e texturas estáticos, e com as diversas formações de seu grupo de jazz (New Jazz Orchestra / Ensemble / Quinteto / Trio). Além de diversos discos solo e como líder de grupos, tem lançamentos ao lado de músicos como Evan Parker, Derek Bailey, Jim O’Rourke, Chris Cutler, Christian Fennesz e diversos outros, além dos trabalhos junto aos grupos Ground Zero, Filament e outros.

18/11 21h
Sábado

Trackers

R. Dom José de Barros, 337 – República
São Paulo – SP

Entrada R$ 10

Areal Cabado & convidados

Nessa apresentação o duo argentino Areal Cabado convidará artistas da cena experimental de São Paulo para a execução de uma obra aberta desenvolvida por eles.

Teté Leguía & Martín Escalante

Teté Leguía (contrabaixo) e Martín Escalante (saxofone) exploram extremos de improvisação e ruído. Abandonaram as normas e expectativas de que é improvisação livre, exibindo um estilo catártico, alto e energético. O duo tem um compromisso de atravessar um ponto sem retorno – o que antes foi percebido como a intensidade máxima é superada. Esse é o ponto que eles buscam alcançar para descobrir o que vem a seguir.

Martín Escalante é fotógrafo, músico e trabalha com filmes, atuando entre entre Guanajuato, México e Los Angeles,Califórnia. Em 2012 lançou sua gravadora Sploosh Records, onde lança seu trabalho solo e colaborações com outros artistas do México, EUA, Chile, Noruega e Peru. Seu principal instrumento é o saxofone alto, que ele modificou ligeiramente para poder produzir uma ampla variedade de ruídos, multifônicos e extensões de voz.

Teté Leguía é um dos músicos mais ativos da improvisação e cena de música experimental de Lima, Peru. Contrabaixista e compositor, estudou no Conservatório Nacional do Peru. Desde março de 2016 ele produz o Minutos para el fin, uma série de concertos de improvisação / noise em Lima. Lançou seu primeiro álbum solo, “Inoculación Fantasma 4”, pela Andesground Records. Além disso, se apresenta regularmente com Gomas, sua banda pop.

Duo Esconjuro

Duo Esconjuro foi formado por Yuri Bruscky e Thelmo Cristovam em 2013. A dupla trabalha com improvisação livre e ruído, explorando técnicas instrumentais expandidas, colagens sonoras e live electronics.

Thelmo Cristovam é pesquisador independente em psicoacústica, músico / improvisador / ruidista, artista sonoro e radioasta. Além do campo sonoro, atualmente também pesquisa e trabalha com fotografia, vídeo e texto. Principal ponto de pesquisa atual inclui técnicas expandidas em instrumentos de sopro, manipulação em tempo real de mesa de mistura sem sinal de entrada, gravações de campo e instalações sonoras. Trabalha colaborativamente com poetas, fotógrafos, artistas, performers, cineastas, biólogos, etnomusicólogos e músicos de diferentes países do mundo.

Yuri Bruscky é artista sonoro, mestre em Mídias, Linguagens e Processos Sócio-Políticos pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE. Desenvolve pesquisa no campo do ruído, explorando interseções entre técnicas de composição eletroacústica, poesia sonora, instalações, projetos conceituais, paisagens sonoras e interfaces com outras áreas artísticas. Mantém, desde 2010, o selo / produtora de música experimental Estranhas Ocupações, através do qual lança discos, impressos e organiza apresentações. Participa dos grupos Camerata dos Pés Juntos e Duo Esconjuro.