Programação Resumida

Todas as atividades são gratuitas, exceto quando indicado.

16/07 sábado
SESC Consolação : Teatro Anchieta

21h Hrönir (PE)
Full Blast (Alemanha / Suíça)

17/07 domingo
SESC Consolação : Teatro Anchieta

18h Dror Feiler (Suécia)
Test Big Band (SP)

18/07 segunda-feira
Biblioteca Mário de Andrade

20h Patrícia Martinez (Argentina)
Parallel Asteroid (Vietnã / Áustria)

19/07 terça-feira
Biblioteca Mário de Andrade

20h Ine Vanoeveren (Bélgica)
Medula (RS)

20/07 quarta-feira
Praça das Artes

18h Henrique Iwao (MG / SP)

20h DLP_sessions (Argentina / Bolívia)
David Somló (Hungria)

21/07 quinta-feira
SESC Consolação : Espaço Beta

20h Diego Espinosa (México)
Peter Evans (EUA)

22/07 sexta-feira
SESC Consolação : Espaço Beta

20h Machinillas (Chile)
Fernanda Navarro (SP)

25/07 segunda-feira
Galeria Olido : Sala Olido

20h Javier Bustos (Argentina)
Mário Del Nunzio (SP)

26/07 terça-feira
Galeria Olido : Sala Olido

20h Bárbara González Barrera (Chile)
Haize Lizarazu (Espanha)

27/07 quarta-feira
Centro Cutural São Paulo
Sala Jardel Filho

20h t1nn1tuzzzz (SP)
Three Corpse Piledriver (EUA)

28/07 quinta-feira
Centro Cutural São Paulo
Sala Jardel Filho

20h Matthias Koole (MG)
Biu (RJ)

29/07 sexta-feira
Ibrasotope

20h Cadós Sanchez & Ruben Pagani
Duo Drn
Thomas Rohrer, Bella, Philip Somervell
Luísa Puterman

30/07 sábado
Trackers

21h Jam + festa de encerramento

Programação Completa

16 de julho (sábado) – SESC Consolação – Teatro Anchieta, 21h
Hrönir (PE) + Full Blast (Alemanha / Suíça)

HRÖNIR
Amargana (2004/2016)
Estreia de nova versão

O duo apresentará uma nova versão para “Anagrama”, do seu primeiro álbum “Bardo Thödol (Liberação por Audição no Plano Post Mortem)”, intitulada “Amargana”, em comemoração aos 12 anos do lançamento virtual do álbum. “Anagrama” foi concebida como uma composição com elementos diversos da música contemporânea em uma única peça: drone, ambient, tonalismo, atonalismo, eletroacústica, música concreta, noise, sound collage, etc. Com isso, é um exemplo representativo da proposta do duo que nascia em 2000, em Pernambuco, Brasil.

Thelmo Cristovam: sopros, mixer, toca­discos, efeitos sonoros, computador
Túlio Falcão: computador, controlador, efeitos sonoros

Full Blast

O grupo Full Blast iniciou suas atividades no ano de 2004 e, desde então tem atuado intensamente.  O trio é formado pelo lendário Peter Brötzmann, que neste ano completa 75 anos, pelo baixista Marino Pliakas e o baterista Michael Wertmüller, todos músicos de ampla atuação tanto no âmbito do free jazz / improvisação livre quanto no da música contemporânea de concerto. Lançaram vários álbuns, entre eles Full Blast (2006), Black Hole (2009), Crumbling Brain (2010) e Sketches and Ballads (2011). Neste ano estão lançando um novo álbum de estúdio, “Risc”.

Peter Brötzmann: sopros
Marino Pliakas: contrabaixo elétrico
Michael Wertmüller: bateria

INGRESSOS
R$ 9,00 (nove reais), para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no SESC e dependentes;
R$ 15,00 (quinze reais), para estudantes, servidores de escolas públicas, pessoas com mais de 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência;
R$ 30,00 (trinta reais), para o público em geral.
Vendas online em http://sescsp.org.br/programacao/97517_HRONIR+PE+E+FULL+BLAST+ALESUI

17 de julho (domingo) – SESC Consolação – Teatro Anchieta, 18h
Dror Feiler (Suécia) + Test Big Band (SP)

Dror Feiler
The NO Flow (2016) [Estreia]

Nessa apresentação, o artista Dror Feiler convidará músicos locais e participantes da oficina ministrada por ele para participarem de uma Noise Orchestra (orquestra de ruído), interpretando uma música composta especialmente para a ocasião. Em suas palavras:

“A música Noise não está aqui para atingir um objetivo macro-estrutural, ela é algo que se encerra nela mesma. Ao invés de ruídos singulares existindo para o alcance abstrato do todo, o todo é composto para nos jogar nos chifres do ruído. Diferentemente de muita “música tradicional” em todas as suas formas na qual a dissonância sempre serve a uma ordem abstrata superior, aqui o próprio material da composição, o ruído singular, particular e visceral nos consome por inteiro. Cada ruído na música adquire um significado, e não há uma clara hierarquia existente entre eles. Cada ruído na música é igualmente próximo ao centro. Entretanto igualdade não se torna intercambialidade, pois cada ruído na música permanece dolorosamente particular. Com isso encontramos uma possível  alternativa ao clamor de Adorno de que “a história da música ao menos desde Haydn é a história da fungibilidade: que nada está em-si e que tudo está apenas na relação com o todo”.”

Dror Feiler: Saxofones e eletrônica
Convidados: Instrumentos diversos

Test Big Band

Apresentação inédita, a partir do disco “Espécies” (2015). O disco será refeito ao vivo, com a ideia de explorar os limites dessas camadas sonoras que vao de silêncio a ruídos extremos. Junto com a banda tocam vários músicos da cena underground e experimental de São Paulo.

Test
Barata: bateria
João: guitarra, voz

Big Band
Bernardo Pacheco: baixo
Carlos Issa: eletrônicos
Jonathan Gall: voz e eletrônicos
Kexo: guitarra
Marcelo Apezzato: voz
Marcelo Echoukri: bateria
Renato Perussi: guitarra
Ilker Ezaki: percursão
Thiago Nascimento: voz
Tomas Moreira: voz

INGRESSOS
R$ 9,00 (nove reais), para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no SESC e dependentes;
R$ 15,00 (quinze reais), para estudantes, servidores de escolas públicas, pessoas com mais de 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência;
R$ 30,00 (trinta reais), para o público em geral.
Vendas online em http://sescsp.org.br/programacao/97519_DROR+FEILER+SUE+E+TEST+ORQUESTRA+SP

18 de julho (segunda-feira) – Biblioteca Mário de Andrade (Auditório), 20h
Patrícia Martinez (Argentina) + Parallel Asteroid (Vietnã / Áustria)

Patrícia Martinez
Piano Extendido Interdisciplinario (P.E.I.)

A apresentação é uma imersão na música visual-experimental ao vivo. Essa experiência / performance trabalha com conceitos de comprovisação em piano preparado com objetos cotidianos retirados de seu contexto, tais como bolinhas de golfe, colares, chaves, livros, etc.

Esses objetos são pensados como um material orgânico e que dialoga com os sons eletroacústicos e as imagens projetadas. A ideia  é apontar para uma reformulação da linguagem artística experimental.

Patrícia Martinez: Piano, objetos, sons eletrônicos, vídeo

Parallel Asteroid

Parallel Asteroid apresentará uma série composições criadas a partir de experiências electroacústicas, além de uma nova composição que será desenvolvida a partir das gravações de campo que farão quando estiverem em São Paulo. O duo foca em poucos sons (por vezes apenas dois) por composição e tenta levar estes sons aos seus limites. A estética e estrutura composicional dessas peças são inspiradas pelo espectralismo.

Lan Cao:  sintetizadores e eletrônica
Gregor Siedl:  saxofone e eletrônica

19 de julho (terça-feira) – Biblioteca Mário de Andrade, 20h
Ine Vanoeveren (Bélgica) + Medula (RS)

Ine Vanoeveren
Confined Walls of Unity

Programa
Todas peças de Brian Ferneyhough; todas estreias brasileiras, exceto “Mnemosyne”:
Cassandra’s Dream Song (1970)
Unity Capsule (1975-76)
Superscriptio (1981)
Carceri d’Invenzione IIb (1984)
Mnemosyne (1986)
Sisyphus Redux (2011)

Apresentação com o repertório completo para flauta(s) solo de Brian Ferneyhough. Sua obra traz uma luta contra os limites do instrumento, contra os limites da música escrita, contra os limites do próprio corpo e mente do intérprete. O repertório é representativo de diversas fases da produção do compositor ao longo de mais de 40 anos.

Ine Vanoeveren: Flautas

Medula

Apresentação que lida com o conceito de limite, pensado não como uma barreira ou um extremo mas como um contato. O limite entre superfícies, entre conceitos, entre entendimentos. O limite como uma relação. Entendido desta forma, um limite não é instransponível nem um ponto de convergência. O limite é a borda. O projeto engloba composições criadas pelo duo a partir de gravações de campo, processamentos, gravação de vozes e instrumentos ao vivo, edições, programações, sonificação de dados e mixagens.

Isabel Nogueira: sintetizador, pedais, looper de voz
Luciano Zanatta: computador,  sintetizador,  pedais, objetos

20 de julho (quarta-feira) – Praça das Artes
Henrique Iwao (MG / SP), 18h, espaço externo
David Somló (Hungria) + DLP_sessions (Argentina / Bolívia), 20h, hall do 1º andar

Henrique Iwao
O Brasil Não Chega às Oitavas (2014)

Nessa apresentação, Henrique Iwao, autor e intérprete, bate panelas e outros utensílios de cozinha freneticamente. Algum efeito de eco colore e preenche o som, de quando em quando. A ação é extrema pela condição de solidão no panelaço, junto à de exaustão das tentativas ocasionais de destruição dos itens utilizados. A obra orienta­-se a partir de convenções estipuladas nas formas da música noise, da arte conceitual, do panelaço de protesto e da videoarte.

Henrique Iwao: Panelas, objetos, vídeo

David Somló
Mandala

‘Mandala’ é uma performance interativa de arte sonora desenvolvida por David Somló. A peça é realizada por pessoas do público, que são escolhidas aleatoriamente. Os participantes do público recebem um caminho específico demarcado no chão para seguir, e o processo de negociação ou harmonização dos movimentos e velocidades nas rotas entre as pessoas é uma tarefa complexa, que necessita de uma de interação não­verbal contínua e intensa. Em um nível simbólico, essa obra reflete sobre como nós existimos e interagimos uns com os outros em um ambiente urbano moderno.

David Somló e público: fitas e dispositivo eletrônico

DLP_sessions

O duo busca trabalhar com os limites entre música e ruído, com ênfase na dureza e franqueza dos sons, formas de ondas puras, sequências matematicamente simples e diretas. Seus instrumentos são irregulares, imprecisos e difícil de controlar, por isso cada apresentação é diferente da outra. Além disso, variam a configuração de suas apresentações conforme novos instrumentos são construídos, vendidos, doados ou reciclados. Assim, o processo de concepção, construção e experimentação é refletido a cada nova performance.

Ricardo Schnidrig e Cristina Collazos: instrumentos eletrônicos manufaturados

21 de julho (quinta-feira) – SESC Consolação (Espaço Beta), 20h
Diego Espinosa (México) + Peter Evans (EUA)

Diego Espinosa
Colaboração como composição: o corpo performático e instrumentos inventados

Programa
David Adamcyk e Diego Espinosa – Six Drawings by Randall (2012)
Mark Applebaum [coreografia personalizada por Diego Espinosa]  – Aphasia-­Dialogue (2010­)
Juan Sebastián Lach e Diego Espinosa – Guajex (2013)
Jasa Velickovic e Diego Espinosa – sUn  (2013)
Hugo Morales e Diego Espinosa –  150pF for body capacitance (2013)

Todas as peças neste programa foram criadas ao longo de colaborações entre compositor e intérprete, durante o doutoramento de Espinosa. “Six Drawings for Randall” usa uma bexiga, um microfone de contato e um sistema de computador para controlar e sincronizar som e projeções com desenhos da artista Julia Randall. “Aphasia-Dialogue” é uma coreografia escrita musicalmente, que esmaece as fronteiras entre corpo e instrumento musical. “150pF” usa o corpo como uma interface elétrica baseada na quantidade de eletricidade que ele pode transportar. “sUn” baseia-se na interação de campos magnéticos; diferentes ímãs são manipulados com os dedos enquanto duas bobinas, presas aos polegares, permitem a manipulação independente com eletrônica ao vivo de campos eletromagnéticos. “Guajex” usa os pés para controlar a eletrônica ao vivo enquanto as mãos tocam dezenas de pequenos objetos feitos de diferentes materiais.

Diego Espinosa: instrumentos de percussão diversos, objetos, eletrônica

Peter Evans
Improvisação solo

Compositor, trompetista e improvisador estadunidense. Evans participa de uma cena de experimentação musical híbrida e seu trabalho perpassa diversas práticas musicais modernas e tradicionais. O trabalho de Peter é de natureza colaborativa e leva em conta a auto-determinação, além de considerar a improvisação musical como uma ferramenta de composição. Já participou de diversos grupos, tais como Peter Evans Quintet e o trio Zebulon. Atualmente é membro do International Contemporary Ensemble e do Wet Ink. Também se apresenta sozinho e lançou diversos álbuns de trompete solo na última década. Em 2011 fundou o selo More is More Records.

Peter Evans: trompete

INGRESSOS
R$ 5,00 (cinco reais), para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, matriculados no SESC e dependentes;
R$ 8,50 (oito reais e cinquenta centavos), para estudantes, servidores de escolas públicas, pessoas com mais de 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência;
R$ 17,00 (quinze reais), para o público em geral.
Vendas online em http://sescsp.org.br/programacao/97520_DIEGO+ESPINOSA+MEX+E+PETER+EVANS+EUA

22 de julho (sexta-feira) – SESC Consolação (Espaço Beta), 20h
Machinillas (Chile) + Fernanda Navarro (SP)

Machinillas

O projeto Machinillas orbita em torno da noção de sons nômades, e é executado em performances intimistas que se adaptam aos mais variados formatos. A música dessa performance é realizada por um conjunto de objetos sonoros e sintetizadores feitos à mão.

Claudia González e Carlos González: instrumentos eletrônicos manufaturados

Fernanda Aoki Navarro
Ela engoliu um piano de vidro (2016) [Estreia]

Nos últimos dois anos eu coletei relatos de mulheres que sofreram abusos sexuais, físicos e psicológicos. São relatos de amigas, parentes e pessoas conhecidas. Dentre toda a gama de sentimentos – variando entre dor, ódio, tristeza, vergonha, prostração – o sentimento que mais me deixou perplexa foi o de impotência contra opressão.

Todos os dias mulheres são estupradas.
Todos os dias mulheres apanham de seus parceiros.
Todos os dias mulheres são assassinadas simplesmente porque são mulheres.
Todos os dias nascem novas mulheres.
Espero que esta peça seja uma maneira de dar voz às mulheres silenciadas.
Que esta peça machuque nosso conforto cotidiano. Nosso conforto violento de cada dia.

Intérpretes: Dorothé Depeauw; Fernanda Aoki Navarro; Flora Holderbaum; Jessica Rosen; Júlia Teles; Natália Francischini.

INGRESSOS
R$ 5,00 (cinco reais), para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, matriculados no SESC e dependentes;
R$ 8,50 (oito reais e cinquenta centavos), para estudantes, servidores de escolas públicas, pessoas com mais de 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência;
R$ 17,00 (quinze reais), para o público em geral.
Vendas online em http://sescsp.org.br/programacao/97521_MACHINILLAS+CHI+E+FERNANDA+NAVARRO+SPEUA

25 de julho (segunda-feira) – Galeria Olido, Sala Olido, 20h
Mário Del Nunzio (SP) + Javier Bustos (Argentina)

Mário Del Nunzio
sem título, 06-07/2016 (2016) [Estreia]

Amontoado de memórias, práticas pretéritas, efemeridade; sobrecarga, fragmentos, invisibilidade.

Mário Del Nunzio: guitarras, eletrônica

Javier Bustos
Aerodrones

Peça feita a partir de um extravagante instrumento de sopro, desenvolvido especialmente para a situação, que consiste em um instrumento polifônico com balões, penas, foles e mangueiras. O performer impulsiona o ar para dentro do instrumento através de dois foles. O ar é cumulado nos  balões, que são esvaziados de acordo com os critérios performáticos, ativando um conjunto de válvulas. Desta forma o artista modula múltiplas texturas sonoras, combinando uma sonoridade profunda e envolvente com o imaginário fantástico  trazido pela aparência translúcida e volátil da máquina musical, atuando na fronteira entre a imagem do instrumento e a expectativa de seu som.

Javier Bustos: Aerodrone

26/07 (terça-feira) – Galeria Olido (Sala Olido), 20h
Bárbara González Barrera (Chile) + Haize Lizarazu (Espanha)

Bárbara González Barrera
Acción Rizoma #34

Conexões sonoros-visuais e corporais são colocadas em cena, com confluências de recursos tecnológicos, em um processo de investigação-experimenação em constante reconstrução. Como o nome sugere, há uma referência às ramificações da arte, que cruzam terrenos em busca de algum tipo de conexão, tentando ir além, sem limite entre meios e em múltiplas direções.  São utilizados instrumentos musicais, brinquedos eletrônicos, mecanismos a corda, alto-falantes, eletrodomésticos, circuitos DIY (do it yourself), etc. Cria-se uma máquina sonora-visual-cinestésica que se prolifera do mais íntimo e ínfimo ao infinito.

Bárbara González Barrera: vídeo, instrumentos eletrônicos manufaturados, objetos sonoros

Haize Lizarazu
Key Click

Programa
Iñigo Giner Miranda  – The President ́s Speech (2011)
Simon Loeffler – September 08 (2008)
Jose Pablo Polo – OFF [piano bloqué] (2015)
Stefan Prins – Piano Hero #1 (2011)

Neste programa, o piano enquanto instrumento acústico não mais existe. O teclado se faz presente, mas sem necessidade de um piano. “The President’s Speech” traz o pianista e seu modo de tocar como uma dualidade, com um pianista tocando um piano imaginário e um pianista prégravado – um faz o gesto o outro, o som. “September 08” usa o teclado como um instrumento de distorção, numa intensa coreografia que envolve clusters, glissandi e trinados, sempre distorcidos ao longo de toda a peça. “OFF [piano bloqué]”é uma peça para piano digital desligado que questiona as relações gramaticais entre “língua” (objeto sonoro) e linguagem (técnica instrumental) de modo a criar um novo código de relações sonoras. “Piano Hero #1” traz uma versão atualizada do piano, com um teclado MIDI ligado a um computador. Os mecanismos de observação também são levados em conta, considerando-se uma sociedade cada vez mais monitorada (câmeras de vigilância, satélites, internet).

Haize Lizarazu: teclados

27 de julho (quarta-feira) – Centro Cultural São Paulo (Teatro Jardel Filho), 20h
t1nn1tuzzzz (SP) + Three Corpse Piledriver (EUA)

t1nn1tuzzzz
N.R. [x]no [ ]yes (2016)

A apresentação parte de uma pesquisa “arqueológica” sobre as fitas cassete, com uma investigação focada no seu surgimento, ruídos e resquícios sonoros de sua manipulação. Serão usados 4 tapedecks (diferentes modelos para alcançarmos sons e texturas plurais) simultaneamente, cada aparelho com uma fita cassete C46 reutilizada contendo os registros dos sons captados na pesquisa. Na frente dos aparelhos, uma “parede” erguida pelas 600 fitas utilizadas na construção do álbum.

Ana Grama e Sargento Garcia: toca fitas e fitas cassette

Three Corpse Piledriver

O grupo trabalha em um limite onde o metal encontra o noise e a música improvisada e experimental – “grindcore improvisado com uma tendência à saturação extrema”.

Drey Ceccato: Saxofone
Kyle Motl: Contrabaixo

28 de julho (quinta-feira) – Centro Cultural São Paulo (Teatro Jardel Filho), 20h
Matthias Koole (MG) + Biu (RJ)

Matthias Koole
solo

A proposta da presente performance emerge de diferentes práticas e interesses que tenho tido nos últimos anos e o desejo de estender a prática de intérprete e improvisador partindo da premissa de que não existe improvisação solo farei uma performance musical onde se perde o controle levando em conta que não existem regras solo devo estabelecer algumas diretrizes que levem ao descontrole que incluirão escolha de equipamento e algo concernente à atividade física a ser realizada.

Matthias Koole: guitarra elétrica, eletrônicos

Biu

Biu é um grupo carioca formado em 2009, quando o saxofonista Alexander Zhemchuzhnikov se mudou para o Rio de Janeiro. A ele se juntaram inicialmente Marcos Thanus, Gabriel Bubu e Leo Monteiro. Logo entraram no grupo o compositor e multi-instrumentista Paulo Dantas e o artista sonoro Abel Duarte. Passaram pelo grupo vários trompetistas. Durante dois anos o grupo ensaiou e desenvolveu sua dinâmica própria de improvisação caracterizada pela ausência de harmonias e temas pré-estabelecidos e as influências diversas de cada participante. Está previsto para este ano o lançamento de um LP contendo faixas gravadas a partir de bases geradas em um sintetizador analógico controlado por PD.

Alexander Zhemchuzhnikov: sax tenor
Paulo Dantas: sax soprano
Gabriel Bubu: baixo
Marcos Thanus: guitarra
Leo Monteiro: bateria
Abel Duarte: eletrônicos
Negro Leo: trompete

29 de julho (sexta-feira) – Ibrasotope, 20h
Cadós Sanchez & Ruben Pagani + Duo Drn + Thomas Rohrer, Bella, Philip Somervell + Luísa Puterman

Cadós Sanchez & Ruben Pagani
Velozes e Furiosos 1, ou (IMW) (2016) [Estreia]

Qual o limite de um motor? A apresentação utiliza objetos sonoros e autômatos criados nos últimos cinco anos e outros criados exclusivamente para a ocasião com o objetivo de explorar as relações máquina / instrumento acústico, feedback elétrico / movimento mecânico, corpo / máquina, máquina / objeto e máquina / máquina. A proposta é envolta pela questão do mercado de consumo de eletrônicos e objetos técnicos frutos da industrialização; todos os instrumentos, objetos e aparelhos são de produção própria, re-apropriados, ou ressignificados através de assemblagens de materiais industrializados descartados. As peças são construídas de maneira artesanal, com forma e funcionamento simples, de fácil reprodução e re-criação, e de baixo custo.

Cadós Sanchez e Rubens Pagani: objetos e instrumentos diversos manufaturados

Thomas Rohrer, Bella, Philip Somervell

Improvisar coletivamente, ou procurar sons coletivamente pode ser uma maneira de transcender limitações relacionadas ao já conhecido, à memória musical, ao repertório, e à historia que ‘reside’ em um instrumento, seja ele acústico ou digital. O axioma de encarar o instrumento e tocá-lo como se fosse a primeira vez (que se pode ampliar a ‘como se fosse a primeira vez, e também a última’), bem como a ideia de improvisar e deliberadamente não ouvir a atividade dos outros participantes, são tarefas dificilmente realizáveis; elas só apontam às limitações e tentam transformá-las em aberturas. É aquilo que fica além dessas limitações, que constituí a dimensão ética do improvisar objeto da nossa proposta.

Duo drn
drn

Apresentação fruto de um trabalho de improvisação que integra computação e aparatos eletromecânicos criados artesanalmente. Instrumentos experimentais fornecem o material sonoro preliminar que é modificado instantaneamente. Da relação entre os instrumentos e o processamento digital surgem gestos musicais que se caracterizam pela tensão gerada por movimentos de aproximação e distanciamento entre as ações físicas e os sons resultantes. A performance joga com o limite entre a associação e a dissociação das percepções visual e auditiva; os gestos diretamente realizados nos objetos-interfaces da obra desdobram-se em camadas de sonoridades que resultam de atrasos, repetições e processamento espectral das amostras.

Adriano Monteiro e Eduardo Nespoli: eletrônica ao vivo e instrumentos autoconstruídos

Luísa Puterman
Cuidado Veículos (2014)

Performance audiovisual baseada em pesquisas sobre as sinalizações Cuidado Veículos. A ação se debruça na biodiversidade desse objeto (abundante nos centros urbanos do Brasil, normalmente localizado em saídas de garagens e estacionamentos). Suas diferentes formas, funcionamentos e defeitos possibilitam a criação de ritmos, timbres e durações. A partir de uma coleção de 100 vídeos, a composição organiza esses fragmentos de acordo com as circunstâncias no presente. A experiência explora a transformação de um elemento que normalmente passa desapercebido. Sua semântica original se perde, seu valor é transferido e sua essência rítmica é revelada.